Humor, ironia
Nossas duas Shih Tzus, Helô e Bebel, estão cada dia mais lindas e, como dizia minha avó, peraltas.
Assumiram o controle da casa, mas não das finanças, e continuam gastando com força. Ontem mesmo, recebi do Mercado Livre laços de todas as cores, mantas com carinhas de bichinhos e duas chupetas. Isso mesmo que vocês leram. Chupetas!

Já posso até imaginar, no futuro, minha mulher marcando uma consulta com o ortodontista para corrigir os desvios dentários que as “pepetas” vão ocasionar nas “meninas”.
Minhas manhãs não são mais as mesmas. Passo o tempo cuidando delas e até me divirto quando dormem. Claro! Elas comem e dormem, com uma disposição igual à do meu filho caçula que, quando criança, cheguei a chamar de flecha ligeira.
As pets, digo, as “meninas”, têm todo o espaço da casa à sua disposição, ao contrário da minha pessoa, que tem que monitorar cada movimento para não esmagar ou acordar as felizardas. À noite, elas dormem no nosso quarto, em camas luxuosamente ornadas, com mantas, travesseiros e, agora, chupetas.
Seguimos pelo corredor até o nosso quarto. Minha mulher vai na frente, tipo um batedor da Polícia Federal, abrindo caminho; as duas seguem “rebolativamente”, e eu vou atrás, sentindo-me um pastor, faltando apenas o cajado. Quando entro, o quarto está completamente às escuras, pois qualquer claridade pode despertar nas donas do pedaço a vontade de brincar.

O despertar fica por conta delas, que parecem trabalhar em uma padaria das antigas, pois, quando o despertador toca, nós já temos desfeito e limpado o acampamento.
Pois bem, meus amigos amantes submissos dessas fofuras, vou continuar registrando esses acontecimentos para vocês aprenderem o que não fazer com sua futura “menina ou menino”.