Humor, ironia
Coloquei nas redes sociais que iria quebrar os meus sigilos bancário e fiscal e nada, ninguém se manifestou.
Cheguei a autorizar o meu banco a disponibilizar minha movimentação nos últimos 55 anos, e a resposta foi humilhante:
— Que movimentação, cara-pálida?
Já na Receita Federal, a resposta foi on-line:
— Contribuinte isento desde 1981.
Pensei em juntar os boletos vencidos, colocar dentro de um envelope amassado e fazer um vídeo falando que estava entregando todas as minhas movimentações ao Edgar Paranhos, coordenador da Escola Técnica em Contabilidade (ETC).
A resposta foi imediata:
— Pega esse envelope e enfia no meio do seu “boga”.
Falta de respeito! Eu querendo ser transparente, dar publicidade aos meus atos, e não tem um ser vivente querendo esmiuçar minha vida. Agora, se fosse um político, estava todo mundo, até a imprensa, num eterno abre, não abre.
Eu, só para me vingar, digo que podem escancarar todos os documentos, que não vou nem olhar. Não me importo se o dinheiro foi desviado, pegou a contramão e virou à esquerda ou à direita. Na verdade, eu queria mesmo era que alguma “laminha” tivesse caído na minha conta.
Queria ver aquele gerente do Nubank vir com piadinha, me chamando de “cara-pálida”.