Humor, ironia
O debate de domingo promete. Será que pode entrar com faca? Acho que não. É muita falta de criatividade repetir todo o processo, mesmo porque não adiantou de nada.
Acho até que esse encontro entre os rivais deveria ser em uma mesa de bar, tomando uma cervejinha. Se Putin e Zelenskyy podiam resolver uma guerra, por que dois candidatos à Presidência de uma potência mundial como o Brasil não poderiam?
O amigo pode alegar que um dos candidatos leva vantagem, pois conhece a fundo o ambiente. Entretanto, o outro tem a vantagem de permanecer sóbrio. Enquanto um toma uma “gela” com picanha, o outro toma caldo de cana com pastel.
Mas e o mediador? Esse tem que ser neutro. Completamente imparcial. Estão procurando o Tio Paulo para conduzir o debate. Caso ele não possa, vão chamar mesmo o Tiririca, pois nem fede nem cheira.
Eu estou preparado psicologicamente para ouvir projetos e planos que tragam desenvolvimento ao país. Sei que não haverá insultos, muito menos mentiras, por se tratar de um advogado e de um senhor idoso, cheio de boas intenções.
Até chamei uns amigos para assistir à trocação aqui em casa, mas já coloquei um detector de metais na porta. Infelizmente, todos os talheres usados serão de plástico. Vá lá que...
Por pura precaução, colocarei um colete à prova de balas, enquanto minha mulher e minha filha se refugiarão em um bunker novinho que construí para guardar promessas vazias.
Agora eu te digo, meu prezado amigo, eu não sou um inocente, um leigo em tudo, só para você ter uma ideia, aos 27 anos eu já sabia que o Papai Noel não existia. Contudo, em matéria de pesquisa eleitoral, ainda não entendo por que quem está atrás não acredita nos resultados.
O mais interessante é que se enchem de gás e começam com um “vamos virar!”, como se a mente humana tivesse um preço. Bem, a mente não tem preço, mas o bolso tem. Infelizmente.