Humor, ironia
A mania agora da minha mulher é comprar na internet. E ela é bem eclética: passeia, e até com desenvoltura, do descanso de pratos, passando pela torradeira e roupa de cama. Não estou nem considerando livros e maquiagem, para não deixar as meninas com inveja.
Como se fosse pouco, com a proximidade da chegada das nossas duas pets, a lista de compras já inclui vários produtos caninos.

Acho até que o governo deveria ter proibido o Mercado Livre no lugar das bets.
Não sei como isso vai parar, pois até uma vizinha já se prontificou a receber os pacotes quando não tiver ninguém em casa. Coitada, não vai fazer outra coisa a não ser atender ao portão. Já alertei minha mulher sobre o risco de um processo por trabalho escravo, mas ela não deu ouvidos.
Qualquer dia ela compra pão pela internet só para não perder o jeitão. São tantas compras que a plataforma vai criar um caminhão só para ela, pois no carrinho não cabe.
Já euzinho não compro nem um parafuso na internet nem fora dela. Não que tivesse vontade, mas o que um aposentado do meu tipo compraria na internet? Hein? Cite três coisinhas. Não tem. E outra coisa: se eu meto meu cartão lá, até o Julius vai rir na minha cara e bem capaz de me mandar arrumar dois empregos.
Mas uma coisa eu te digo, meu amigo: só em ver a alegria dela já compensa abrir e fechar o portão várias vezes. Estou vendo a hora em que, em uma dessas, quando abrir o portão, tá o negão da Shopee querendo tirar uma foto com ela.
Bem, agora vou terminando. Adivinha quem tá chamando no portão...