Humor, ironia
Entra mês, sai mês... e nada.
Agosto bem que podia entrar com gosto.
Ando tão vazio que já estou pensando em como vou guardar as sobras da ceia de Natal sem ter o estresse de procurar a ponta do filme plástico.
Na verdade, restam apenas cinco dias realmente importantes até ouvir a Simone anunciar: "Então é Natal..."
Claro que não poderia esquecer os dias em que recebo minha vultosa e desejadíssima aposentadoria.
Então faça uma continha: descubra quantos dias faltam até o fim de 2026 e subtraia cinco. Pronto. Você chegou à quantidade de dias que tenho disponível para coçar o saco. Dá para você ou fica arrochado?
Mas, aqui sentado em frente à Smart Fit do supermercado que frequento, os dias parecem ter poucas horas para quem pedala e caminha quilômetros olhando sempre as mesmas paisagens. Essa turma parece ter um motor de popa no fufu.
Quando termina o passeio estático, começa a levantar peso. Se fosse a mãe deles mandando carregar um botijão de gás ou um saco de cimento... coitadas. A resposta provavelmente seria uma voadora na caixa dos peitos.
Depois desse belo ritual, estufam o peito, encolhem a barriga, ajeitam cuidadosamente os glúteos e, pasmem, entram na loja de suplementos energéticos. Para eles, aquilo funciona como um posto de gasolina.
Enquanto isso, eu escrevo esta crônica, presente que a modernidade me deu. O outro presente, bem... esse fica para eles.
Não tenho glúteos para mostrar. Tenho apenas palavras.