Humor, ironia
A Patrulha do Self-Service
Na minha crônica de hoje — A Tragédia do Self-Service — recebi o comentário de um leitor, tão desocupado quanto eu, orientando-me a não utilizar termos em inglês. Segundo ele, devemos evitar americanizar a língua portuguesa.
Na minha humilde opinião, quem deveria se preocupar com isso são os americanos. Afinal, o que nós temos a perder?
Confesso que fiquei pensativo.
Logo depois do meu happy hour, pretendo fazer uma varredura nas minhas 330 crônicas à procura dos perigosíssimos termos escritos no idioma da terra do queridíssimo Tio Sam.
Estou até cogitando substituí-los por palavras oriundas das estepes da Ásia Central. Acho que o meu fiscal vai aprovar a iniciativa.
Entretanto, fiz questão de agradecer sua visita e seu comentário.
Em inglês.
Aliás, ele pode se sentir um privilegiado. Foi o único leitor que recebeu meu tradicional agradecimento em um idioma falado no mundo inteiro.
Mas essa pequena ocorrência me fez pensar.
Existe gente que lê procurando humor.
Outros procuram emoção.
Há quem busque uma boa história.
E existem aqueles que entram em uma crônica apenas para localizar um self-service perdido.
Cada um encontra exatamente aquilo que procura.
Quanto a mim...
Vou continuar escrevendo do jeito que gosto.
E lendo apenas o que gosto.
Faça o mesmo, meu fiscal.
Bye bye.