Humor, ironia
Vim, Vi e Empatei
Dia 8 de julho, 10h.
Capricórnio em Vênus e Aires em Terezina.
Temperatura 30 graus, embaixo de um pé de pitomba.
Ocorrência: nascimento desse bonitão que vos fala.
Poderia iniciar minha trajetória de vida nesse modelo. Seriedade zero. Cheguei para tirar do sério o humor sem pedir licença e sem perder a piada. Já o amigo? Bem, o amigo a gente perde.
Nasci, não em berço de ouro, mas graças a Deus não foi em uma estrebaria. Detesto o cheiro de cocô de vaca. Foi em Natal; pensando bem, a estrebaria teria sido melhor.
Estudei no Marista. De que serviu? Não sei. Mas rezo uma Ave Maria e um Pai Nosso que é uma belezura.
Agora, já devidamente empossado na melhor idade, procuro um feito meu no percorrer desse caminho e não acho nenhumzinho para colocar no meu portfólio e apresentar a São Pedro. Vai ser decepcionante ouvir o veredito dele. Uma lista enorme de atribuições que eu teria que realizar e o Santo só anotando o "não".
Entretanto, eu tenho tentado mostrar aos céus que pelo menos não atrapalhei. Que o espaço que ocupo no universo não faz falta a ninguém e que ele é meu de direito, principalmente se invocar usucapião.
Posso, a qualquer momento, abrir minhas contas — até a de dividir. Tá limpo. Porque, graças à junção dos planetas, sou limpinho de mãos e de alma.
Agora vou tirar as rodinhas da minha bicicleta e colocar força no bigode para soprar um aglomerado de velinhas.