Humor, ironia
Meu querido leitor, veja se não parece contraditório:
ser necessário um Código de Conduta para adultos na “melhor idade”, para que saibam o que é certo ou errado, o que podem ou não fazer, o que devem e não devem fazer.
Agora acrescente a esse absurdo o fato de que esses senhores são conhecedores das leis (pelo menos eu acho).
Não seria mais simples seguir a Constituição?
Será que alguns deles chegaram em casa com a borracha do coleguinha e a mãe achou normal? Ou furaram a filinha do lanche e a “tia” não os mandou voltar para o final?
Muitos dos problemas que enfrentamos hoje são reflexos dessas pequenas bobagens, simplesmente por não terem sido corrigidas a tempo.
Faltou a palmatória de Dona Francisquinha, minha vizinha, sempre requisitada a cada desvio de conduta que eu cometia.
Não cresci um revoltado, tampouco um delinquente, mas alguém que sabe distinguir o certo do errado. Foi o código de conduta de Lúcia Veiga Fernandes que me fez um homem — cheio de defeitos, é verdade —, porém sem conchavos nem arranjos obscuros.
Minha gratidão vai para a palmatória; minha repulsa, para o código.
Não foi a dor que ensinou, foi a correção.