Humor, ironia
Entre Rabanadas e Promessas
E aí? Já fizeram a digestão da ceia natalina?
Já?
Pois prepare-se: a comilança continua na virada. Eu achei pouco e estou acrescentando rabanadas também no Ano-Novo. Adoro a sonoridade do nome — dá rimas maravilhosas.
Tudo planejado. Por aqui ficaremos apenas nós três: minha mulher, minha filha e eu. Sim, tenho mais três filhos, porém, se vierem, tem rabanada pra todos.
Quanto à bebida, volto à minha Heineken. O vinho que levei no Natal para a casa do meu cunhado parecia uma bala de framboesa. Açúcar puro. Eu, acostumado a beber cerveja, quis aparecer e comprei um vinho. O nome… sei lá. Lembro do preço: 78 reais. Não podia ser bom. Por esse valor, logo vi por que tinha uns de 300.
Mas tudo bem. Não nasci para o vinho. Não quero beber algo que, pra apreciar, eu tenha que fazer um curso.
Agora, na virada, é diferente: cerveja e sidra. Espumante, só o detergente de louça.
Na hora da virada, as mesmas frases: muita saúde, felicidade e prosperidade. Prosperidade? No Brasil? Não. Não caio mais nessa. Já caí no vinho.
Minha amiga, meu amigo, te desejo muita compreensão, amor ao próximo e que seus dias sejam repletos de solidariedade. Essas coisas estão ao nosso alcance.
Que Deus nos abençoe.