Humor, ironia
Ou Vai Ou a Cerca Cai: Crônicas com Humor
Textos que derrubam cercas e arrancam risos e reflexões.
Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Textos

Eu, Ela e o Escurinho do Cinema.

Todos nós nos sentimos privilegiados com um pouco de, digamos assim, exclusividade.
E isso acontece muito com personalidades de diversos segmentos. Mas comigo e minha mulher, um casal mortal, foi… assustador.

Calma, leitor amigo e curioso. Sente-se confortavelmente que vou explicar tudo, detalhadamente, para você entender o tamanho do acontecimento.

Ontem, no feriado da Consciência Negra, resolvemos almoçar no Natal Shopping e, depois, simplesmente “fazer hora”. Só tínhamos um compromisso no final da tarde.
Almoçamos, tomamos café e nada do tempo passar. A impaciência bateu. Então decidimos ir ao cinema. Acho que nossa última presença numa sala foi na exibição do Titanic.

Tínhamos que assistir à sessão das 14 horas — atrasar? Nem pensar. As opções eram claras: sala VIP ao preço de nossas córneas ou Silvio Santos Vem Aí, com Leandro Hassum.
Confesso: desde que Hassum emagreceu, eu não tinha acompanhado mais nada dele.

Mas fomos surpreendidos. O filme, o drama, as atuações. Todo o desenrolar se passa justamente quando Silvio Santos resolveu concorrer à presidência da república. Relembrei fatos históricos importantes e ainda pude aproveitar o talento do esbelto ator.

Mas o que realmente chamou nossa atenção foi algo… marcante. Tão marcante que precisei escrever para registrar o momento.

Na sala de cinema, apenas minha mulher e eu. Mais ninguém. Nem o mosquito da dengue. Nada. Absolutamente só o casal privilegiado.

No começo, confesso, bateu uma preocupação. Meu Deus… seria uma pegadinha? Entramos no metaverso e Ele ia apresentar o Show de Calouros ao vivo, digo, ao morto e a cores?
Se eu tivesse com minha tadalafila em dia tinha coisado ali mesmo. Pois nem lanterninha passava. O filme mal tinha começado e já iniciamos nossa turnê pelas poltronas: bastava esquentar um assento que já trocávamos de lugar.

Quando a sessão terminou e as luzes se acenderam, apenas a moça da limpeza nos esperava, discreta, para liberar a sala.
Na saída, olhares se cruzavam na dúvida de quem eram esses dois que alugaram a sala só pra eles.

 

Se quiser ler outras crônicas minhas reunidas, deixei um e-book disponível no meu perfil.

 

 

Luciano Veiga Fernandes
Enviado por Luciano Veiga Fernandes em 21/11/2025
Alterado em 22/11/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários