Humor, ironia
O Tempo Coloca Tudo no Seu Devido Lugar.
O tempo, afinal, é o senhor de tudo.
E foi exatamente isso que faltou ao Madurão quando ele, tomado de coragem química e pulmões empoeirados de pó, berrou:
— Venha me buscar, canalha!
O “canalha”, claro, era o presidente da maior potência do planeta.
Mas a noite caiu, o efeito passou… e junto veio o desespero.
— E agora… quem vai me ajudar?
Ele olhou para um lado, depois para o outro. Tudo o que encontrou foi um exército de Zé-Ruelas: bravateiros, de rabinho entre as pernas, apavorados com a possibilidade de serem os próximos a cantar alguma melodia brega de paz e igualdade utópica.
E por quê?
Porque o Geraldão tinha chegado.
Não, não o zagueiro do seu time de várzea.
O USS Gerald R. Ford, o porta-aviões que havia descansado um pouco no Caribe antes de zarpar para uma “piscina cheia de ratos”. (Salve, Cazuza.)
A história, sempre ela, nos devolve as mesmas figuras.
Lembra daquele certo bigodinho alemão?
O mesmo que adorava desfilar em carro aberto, arrancando delírio de um povo que ele conduziria à morte e à ruína. O mesmo que, no fim, se trancou num bunker enquanto mandava generais se sacrificarem pela pátria que ele já havia destruido.
Sua última demonstração de coragem — se é que assim se pode chamar — foi casar-se com Eva.
Imagino o checklist:
— Matar Blondie – OK
— Sacrificar o 4º Exército – OK
— Casar com Eva – (decidir com calma)
Porque é sempre assim: poderosos que gritam, ameaçam, posam de gigantes… mas só se movem protegidos por armas, segredos e chantagens.
Lembra do Saddam?
Encontrado num buraco.
E hoje jaz em outro — só que de sete palmos.
E o Osama bin Laden?
Capturado numa casa-fortaleza que poderia facilmente passar por um endereço qualquer de Caracas.
Mas há uma diferença fundamental:
não existe esconderijo para o Tio Sam.
Todo mundo sabe disso.
Maduro também.
Ou você realmente acredita que aquele grito dele era um ensaio para o The Voice?
Se quiser ler outras crônicas minhas reunidas, deixei um e-book disponível no meu perfil.