Humor, ironia
Coxinha Por R$ 29,90. Aproveite.
Meu amigo e minha amiga, eu sou um privilegiado. Aqui em Natal eu consigo comprar uma coxinha de frango por 11 reais e um refrigerante “lata” por 7 reais. Estou me sentindo com um poder de compra avassalador.
Estou pensando em comprar em quantidade e ir vender na COP 30. Acho que esse “30” que tem no nome do evento inspirou o piso dos preços dos salgados nessa confraria dos desocupados que fingem que trabalham e a gente finge que acredita.
O cardápio dos lanches deve ter sido elaborado por uma certa pessoa alucinada. O mau gosto dos sabores das coxinhas faz qualquer tiazinha merendeira se considerar um cozinheiro três estrelas.
Agora, o que impressiona mesmo é a animação dos participantes. Em um coquetel oferecido, apenas os mais chegados compareceram. Todos os outros preferiram se garantir com um McDonald’s do que se aventurar na selva de um paladar duvidoso.
Alguns devem ter pensado:
— Vou nada. Esse tipo de comida deve “ofender”. Vê só a cara dela. Deve ser o efeito do tacacá.
Enquanto isso, os “terroristas” continuam agindo. Queimam vans, fecham academias, ameaçam o fornecimento de energia... e tudo sob uma GLO. Para mim, GLO parece mais uma categoria de carros dos anos 80. Tem o Del Rey L, LX e o top de linha: o GLO (Gran Luxo Optimus).
E o presidente demonstrando que não tem noção de ordem de grandeza. Esbraveja que, na COP, vai ser tudo simples. Vai se hospedar em um barco. Aí, meu prezado leitor, você viu o que ele considera barco.
Bem, eu já escrevi aqui que não tenho nenhum engajamento com o meio ambiente — nem com o ambiente todo. Estou preocupado com a minha subsistência e com a da minha família. E sou egoísta, mas verdadeiro, ao dizer que não dou a mínima pra esse tipo de movimento.
E até daria valor… se eu fosse vendedor de coxinha em Belém.
Viu, Belém?
E tenho dito.
*Crônica de humor e opinião.