Humor, ironia
Para mim, escrever uma crônica e celebrar uma missa no sábado têm aquele sentimento de que poucos vão prestar atenção nas palavras.
A jovem está penando no look da balada. Os “mano” nem foram, pois a noitada se prolongou até o amanhecer em uma loja de conveniência de um posto de gasolina.
A vovó pensa no que vai servir no almoço de domingo para o marido da sua netinha— que, além de comer a Priscilinha, ainda quer escolher o que comer no almoço.
O vovô, por sua vez, pensa em como vai pagar esses banquetes dominicais.
E o padre ali, apenas cumprindo tabela.
Acho que o amigo leitor deve querer saber:
— E por que você vai escrever hoje?
E eu te respondo: alguma vez você perguntou a um padre por que ele celebra a missa de sábado?
Claro que é um compromisso dele com Deus e com seus fiéis.
Infelizmente, o meu compromisso é apenas com o Criador, pois fiel, leitor... não tenho — e ninguém neste mundo tem.
Escrevo por necessidade. Vá lá que você, de repente, assim do nada, pense: “Sabe... vou ler uma crônica do Luciano. É uma merda. Mas vou ler assim mesmo, só pra ver até onde ele conseguiu ir.”
Aí você vai lá no meu blog Ou Vai ou a Cerca Cai e se depara com a criação mais sublime feita por um legítimo representante da raça humana.
O prezado deve pensar: “Poxa, o Luciano é foda. Ele sabe que somente eu leio ‘isso’, e mesmo assim, ele fez novamente.”
Entretanto, para minha alegria, hoje recebi um e-mail de uma pessoa do Paraná querendo utilizar minha crônica ‘Novembro Azul’ em uma apresentação que ele vai fazer para o grupo de dezoito funcionários sob sua gestão.
Claro que disponibilizei! Ou você acha que eu ia fazer doce com um fã-clube do tamanho do meu?
Então, meu querido amigo, fique à vontade para ler minha crônica hoje, pois já terei uma plateia só minha.
Quanto ao padre... bem, na missa de domingo ele tira o atraso.