Humor, ironia
Erro Divino
Meu amigo leitor, acho que você vai concordar comigo que existem coisas nesse mundo que são completamente desnecessárias. E não estou me referindo à minha pessoa, não. Mesmo achando que me enquadro nesse rol.
Já tenho idade suficiente para afirmar que de nada me serviu ter aprendido equação do segundo grau ou algum axioma, se no máximo a conta que eu faço é quantas gotas de adoçante ponho no meu café.
Um outro fato que me perturba — e aqui falo com o maior respeito do mundo — é o seguinte: fazendo uma análise superficial entre a mulher e o homem, me diga, prezado leitor, qual a finalidade dos mamilos do homem?
Os do sexo feminino nós sabemos, e apoiamos totalmente a sua criação por uma questão alimentícia, estética e de lazer. Mas os nossos... ainda não cheguei a nenhuma conclusão.
Entretanto, continuo acreditando na minha teoria da criação. O Senhor foi fazendo a mulher: “isso serve pra aquilo, aquilo serve pra aquela coisa”, e foi moldando a princesa. Quando chegou a nossa vez, meu amigo, era o sexto dia, três da tarde, e só tinha feito um par de orelhas, os buticos dos olhos e a piroca com suas devidas utilidades.
E, provavelmente, o que ocorreu foi o seguinte: no final do expediente, um ajudante grita:
— Senhor, sobraram dois peitos aqui! Acrescento na mulher? Vai como um bônus, hein? Coloco?
E o Senhor responde com sua voz igual à do Cid Moreira:
— Arcanjo, nós estamos criando um ser humano, não um parque de diversões. Faça o seguinte: coloque no homem, mas não faça nenhuma ligação. Deixe como um simples adorno.
Pronto. Fim do expediente, pode mandar rodar de dois em dois.
Não posso garantir ao amigo, e a você minha amiga, que foi desse jeito. Não sei e, quer saber de uma coisa? Não me importo mais. Já tenho coisa demais pra inventar e agora perder meu tempo procurando uma utilidade para o peito masculino, a essa altura do campeonato, não dá mesmo.