Humor, ironia
Ou Vai Ou a Cerca Cai: Crônicas com Humor
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Textos

Júnior da Sandy & Júnior ou Júnior do Flamengo? A confusão que quase me derrubou

Quando disseram que o Júnior falou “não à Anistia”, entrei em pânico... até descobrir qual Júnior era esse.

Gente, confesso: entrei em pânico quando vi nas mídias que o Júnior tinha falado “não à Anistia”.

Não esperei nem minha mulher sair do banho. Da porta mesmo, já soltei:
— Amor, agora complicou. O Júnior está contra a Anistia.

E ela:
— Bem que eu te falei que esse teu filho é um sem-noção.

Eu tentei esclarecer:
— Não é o meu Júnior. Ele é tonto, sim. Mas não a esse ponto.

E ela começa a adivinhar:
— Foi o Baiano... O Júnior Baiano? Ou então o Leovegildo?

Nessa altura ela já está na frente do espelho, secador na mão, e eu ali... querendo que ela descubra a charada.

Ela pede uma pista:
— Filho, me dá uma pista. O que ele faz na vida?

Essa foi de lascar. Como eu ia dar uma pista do Júnior sem entregar de bandeja a resposta? Eu ia dizer o quê?
“Um grande ídolo nacional”? Não.
“Um cantor conhecido”? Também não.
“Um produtor premiado”? Não ia cometer essa blasfêmia.

Então eu tentei um caminho alternativo:
— Ele é pequenininho.

E ela, sem piedade:
— Profissionalmente ou em estatura?

Pronto. Confundiu tudo. Eu respondi:
— Em ambos.

Aí tentei ajudar com uma dica que já era quase entregar o enigma:
— Ele precisa de uma muleta pra aparecer como profissional.

E ela assustada:
— Nossa, não me diga que ele é deficiente físico.

— Não, meu amor! Quando eu falo muleta, eu quero dizer que ele precisa de alguém junto pra brilhar. Mas só um pouquinho, porque o brilho maior é da muleta. Entendeu?

E ela, firme:
— Então esse excepcional intérprete nacional fez sucesso em dupla. Tá... me diz pelo menos a primeira letra da muleta.

Aí eu entreguei:
— “S”.

Ela dispara sugestões, parecia metralhadora:
Silvio Caldas... Sidney Magal... até Sullivan!

— Não, amor. Essa pessoa é do sexo feminino.

Ela, toda animada:
— Já sei! Simone, Simony, Sandra de Sá...

— Chega! Não vai acertar nunca.

E aí, pra não tomar um secador na cara, resolvi entregar:
— Ele cantava com a Sandy. É o Júnior... da Sandy & Júnior.

Pra quê que eu falei?

Ela já virou contra mim na hora:
— Não vale, amor! Essa sua brincadeirinha não vale!

E começou a listar os motivos:
Primeiro: ele nunca foi apenas Júnior. Sempre foi Júnior da Sandy & Júnior.
Segundo: eu nem sabia que ele ainda tentava cantar.

E aí, a pergunta final, que me matou de vez:
— Mas me diz uma coisa... ele já aprendeu?

 

Nota: Este texto é uma crônica humorística. A frase do Júnior Lima sobre a anistia realmente ocorreu em um show, mas todo o restante da narrativa é exagero cômico para fins de entretenimento. Respeitamos a opinião dele e de qualquer outra pessoa.

 

Luciano Veiga Fernandes
Enviado por Luciano Veiga Fernandes em 15/09/2025
Alterado em 27/09/2025
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