Humor, ironia
E aí?... Tudo bem? Já passaram dois dias sem postar aqui e os inúmeros pedidos do meu regresso foram algo surpreendente. Tantas pessoas para responder que eu tive que separar por ordem cronológica.
Aproveito a oportunidade para agradecer a ajuda da Suely, do Miguel Smith e da Tia Naná, que me apoiaram nessa estafante, porém prazerosa tarefa. Fiz o possível para responder pessoalmente a cada um dos leitores, mas confesso que algumas respostas foram dadas pelo meu suporte — todavia, sob minha supervisão.
Nunca pensei em cativar tantos leitores oferecendo em troca apenas o humor. Confesso que eu já sabia como cativar eleitores, pois um milheiro de telha já me transformou em vereador e doze dentaduras em deputado.
Na verdade, esse engajamento é proveniente da simples ação do universo. Aprendi com as primas de Madame Danúbio que “é dando que se recebe”. Infelizmente, uma pequena parcela de acompanhantes do Blog Ou Vai Ou a Cerca Cai aproveitou para soltar o seu veneno, e faço questão de registrar aqui:
— Graças a Deus você sumiu. (XXXXXXXX de Pindamonhangaba/SP)
— Já vai tarde. (XXXXX do Crato/CE)
— Não aguentava mais suas merdas. (XXXXX de Catolé do Rocha/PB)
— Vá e fique por lá mesmo. (XXXXX de Toronto/Canadá)
E o mais humilhante:
— Pegue esse blog e envie no seu... (XXXXX de Niterói/RJ)
Contudo, essas palavras vão me servir de força. Eu vou voltar.
Volto por causa de Dona Helena, que demonstrou seu carinho me mandando a receita do legítimo doce de leite mineiro. Pelo Seu Anacleto, que me ensinou como coçar o saco com a mão dentro do bolso da bermuda sem ninguém ver. Pelos pequenos Yan e Enzo, que me enviaram um vídeo cantando e encenando a Galinha Pintadinha. E, ainda, pelo forte pedido da torcida do Liverpool.
Volto também porque tem bicho noturno que só dorme depois de ler essas besteiras que escrevo e, pior... ainda sorri.
O mais importante é que eu volto para fazer o que gosto. Não sei, nem tampouco tenho a pretensão de escrever artigos sérios, defender posições ou vender minha imagem de terno e gravata. Escrevo as ideias que vão chegando, porque estou formando os mosaicos do meu ser — e eles são, predominantemente, feitos de humor, ironia, sarcasmo e, por que não dizer, loucuras debochadas.