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“Sete Palmos de Glória” — o último presente que Maduro tem para dar ao seu povo

“Sete palmos de glória” — o último presente que Maduro tem para dar ao seu povo

Ontem me veio a lembrança do meu tempo de corretor imobiliário.

Aquela época em que eu ia para o stand de vendas todo preparado para atender o maior número de clientes possível. Na pasta: folders, tabelas, calculadora. Na mente: pensamentos positivos e a esperança de que seria o meu dia da mudança.

Mas a verdade é que os clientes não acordavam pensando: “hoje vou comprar um apartamento com o Luciano, porque ele é muito legal.”

E o resultado era um solitário dia, acompanhando apenas o tic-tac das horas.

Foi nesse instante de memória que percebi a semelhança com a cena atual da Venezuela. Assim como eu esperava clientes que nunca chegavam, Maduro espera soldados que nunca aparecem. O ditador, já apodrecido, convocou sua gente para morrer por ele.

Dá até pra ver o coitado sentado à mesa, esperando uns corajosos dispostos a enfrentar a maior potência militar e econômica do planeta. Aposto que achava que ia bombar. Que a frota americana daria meia-volta, temendo sua força bélica. Coitado — deve estar, como eu, escutando o tic-tac das horas e pensando: “agora eu sei o que o Luciano sentia.”

Mas, ao contrário do que mostram certas notícias de filas lotadas, a verdade é outra: muitos dos que atenderam ao chamado não o fizeram por patriotismo ou convicção.

São civis sem amor à vida, gente que perdeu tudo — até a esperança. Para quem já revirou lixo em busca de comida, vestir uma farda e receber uma ração não é sinal de honra. É só um convite elegante para o enterro.

O que a pátria ainda tem para oferecer cabe em duas palavras: sete palmos.

E, no fim das contas, quem realmente sai ganhando é quem botar as mãos nos 50 milhões de dólares que os Estados Unidos oferecem pela cabeça do ditador — prêmio bem mais tentador que qualquer promessa de glória bolivariana.

Enquanto isso, aqui no Brasil, talvez já pudéssemos organizar uma força expedicionária dos simpatizantes do Madurão, para se apresentarem no front o quanto antes. Seria uma verdadeira demonstração de “ninguém solta a mão de ninguém”.

Tudo junto. Igual corda de caranguejo.

E tenho dito.

 

 

Luciano Veiga Fernandes
Enviado por Luciano Veiga Fernandes em 25/08/2025
Alterado em 25/08/2025
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