Humor, ironia
Meu amigo, eu estava lembrando de uma cena que vi no noticiário: o ditador Maduro cercado pela poderosa milícia bolivariana.
Que coisa triste... quanta gente feia por metro quadrado havia ali! À primeira vista, ficou claro que o ministro da Saúde deles ainda é principiante. Poderia perfeitamente ter lançado, em parceria com Cuba e inspirado em terras tupiniquins, o programa “Mais Dentista”.
Mas a ironia da história não para aí. O hipopótamo não sabe que, ao desfilar com sua garbosa força, mostrou ao Pentágono que, para derrotá-los, basta lançar um kit lanche: uma cocadinha e um copo d’água bem gelado fariam a tropa desertar, vítima de uma dor de dente avassaladora.
E como se não bastasse o ridículo da cena, o bonitão ainda provoca. Parece estar na cartilha do Foro de São Paulo que, para demonstrar poder, é preciso ser um bravateiro legítimo. Aí o comandante-em-chefe da milícia, aos berros, manda recado: “Venha me buscar, covarde!”
Nesse momento, metade da tropa fugiu e a outra se borrou de medo.
O grotesco, no entanto, não se encerra ali. O monstrengo ainda pensa que estamos na época da Segunda Guerra, como se os americanos fossem desembarcar nas praias, tal qual fizeram nas ilhas do Pacífico tomadas pelos japoneses.
Mas o bigodudo, quando abrir os olhos, vai estar de frente com Pedro — e não é o Pedro do Flamengo, não. É aquele lá de cima.
É aí que a farsa vira tragédia. Bravateiro, você vai ver o que acontece quando se usa a ignorância de um povo como massa de manobra. Corrupto e inescrupuloso, você vai sentir o peso de quem come carne com ouro enquanto o seu povo passa fome, comendo cachorro.
E a tragédia, claro, não vem sozinha. Aí, seu bosta de cavalo, vai aprender que calar e prender opositores políticos, roubar eleições e manipular não é — e nunca será — democracia. Mas não se preocupe: você acha que está muito bem protegido. Vá pensando... Pode ter certeza de que muitos dos seus sem-dentes, neste exato momento, estão fazendo planos de como gastar os 50 milhões de dólares da sua recompensa.
Para completar o espetáculo de bravatas, sobrou ainda a cena imaginária com os EUA.
Trump, assistindo basquete com um balde de frango frito no colo, vira para Melania e fala:
— Querida, vou até Caracas dar um corretivo no Maduro e já volto.
E ela responde, com a calma de quem já está acostumada:
— Amor, não seria melhor mandar um drone?