Humor, ironia
Hoje eu tive que fazer um vídeo para postar nas redes sociais. Uma coisinha curta, no máximo um minuto, que pode levar sua metade de um dia.
Mas isso não foi o principal. O que me incomodou muito foi me ver. Deus do céu... lá estou eu, horrível. Quebrando todo e qualquer pensamento da definição do bonito ou até do bonitinho. A vontade foi de procurar um batente, sentar e chorar, igual ao Chaves quando não foi para Acapulco.
Se eu tivesse o contato do harmonizador fácil do Stênio Garcia, tinha ligado na hora. Qualquer coisa é melhor do que me foi jogado na cara. E pior: foi a triste revelação de que minha mãe não sabe o conceito de beleza, pois sempre me achou lindo. Porém, só agora pude compreender o porquê de, quando indagada, ela no final sempre afirmava... "Você é mais lindo do que o Pedro Henrique."
E eu nem lembrava mais do Pedro, até me encontrar com ele:
— Luciano... Pedro Henrique. Estudamos juntos...
Tomei um susto, pensei: "Nossa, ele é assim ou está pelo avesso?" E não liguei uma coisa à outra. Não lembrei que mamãe sempre me colocava à frente do Pedro no quesito lindeza.
Bom, meus amigos... não vou nem falar "minhas amigas", pra não levar uma vaia. Agora o jeito é mandar o vídeo assim mesmo. Talvez anexe um atestado médico afirmando que tive caxumba e, no lugar de descer pros ovos, subiu pro rosto — ou que fui atacado por um coquetel... o Molotov, claro!
Você agora vai falar — ou melhor, tentar me consolar — dizendo: "O que vale é a beleza interior."
E eu posso te afirmar que concordo... somente quando uma radiografia seja a foto mais curtida nas redes sociais.
Pronto, meus amigos, ainda bem que eu já tenho idade suficiente para aceitar esse fato. Embora muito contra a minha vontade, mandei o vídeo — e, se não fizer sucesso pelo conteúdo, faz pela feiura.