Brasil Vai à Lua, mas Volta Já
Brasil Vai à Lua, mas Volta Já
A Grande Ideia
O amigo tem que concordar comigo que, nos últimos tempos, temos enriquecido o nosso vocabulário com termos como: delação, cortina de fumaça, minuta, com a devida vênia e tantos outros, que fazem um simples aposentado se arrepender por não ter enveredado no ramo do Direito.
Mas não é sobre isso que eu vou te revelar algo que fiquei sabendo — porém, é devido a isso.
Vou logo te alertando que apenas eu e a Revista Semanal “O Alcaguete” somos possuidores dos fatos que agora vou te “confidenciar”, e peço que o amigo leitor mantenha isso apenas entre nós — não conte para sua companheira.
Em uma reunião ministerial, com pauta não convencional, foi solicitado alguma atitude para desviar os olhos da população de pequenos deslizes dos poderes. Coisa pouca — no máximo, uma derrapada na Tamburello.
Depois de várias sugestões inúteis, surgiu a salvação de todos os problemas — uma cortina, que de tão espessa parecia ser de aço.
— Vamos reativar o nosso Programa Espacial e lançar a primeira brasileira a pisar na Lua — falou o ministro dos Transportes e, sob entusiásticos aplausos, concluiu:
— Vai ser um representante das minorias e do partido.
Porém, a ministra da Mulher foi completamente contra.
— Isso é discriminação! Vocês querem uma mulher a bordo no foguete pra sacrificar uma patriota em um projeto que não chega nem em Jacarepaguá, quanto mais na Lua!
Procurem outra vítima — um jogador do Vasco ou um yurbuber que goste de aparecer.
As considerações da ministra foram ponderadas pelo chefe do programa espacial, que seria oficialmente empossado nos próximos dias.
— Ministra, não se trata de sentar alguém numa cadeira, apontar o foguete pra Lua e tacar fogo, não. Vai ter toda uma preparação, que levará uns 16 anos — é o tempo que a cortina e a astronauta ficam prontas. E a gente coloca um ponto final naquela conversinha de deputado-astronauta que ficou dando volta na Terra e acha que fez grande coisa. A nossa representante vai fincar a nossa bandeira lá, antes que o senhor X apareça por lá.
A reunião começa a fluir e ideias de todos os tipos são apresentadas como a única e verdadeira tábua de salvação.
— Já estou vendo aquele imenso foguete cheio de propaganda dos patrocinadores... Sanfonas Brás, Borracharia do Aloísio, Pizzaria Três Irmãos, Churrasquinho da Creuza, Construtora Tartaruga... E, por falar nisso: quem vai construir o foguete e seus módulos?
— Porque se for na foz de algum rio, riacho, cachoeira, chuveiro popular... eu não dou o alvará! — emendou a responsável pela pasta do Meio Ambiente, num tom firme. — E vamos aproveitar para servir de exemplo para o mundo. Vamos fazer com material reciclável e ecologicamente correto. Nada de fumaça — basta o da floresta!
Coube ao ministro da Infraestrutura a escolha de um local isolado do grande público.
— Fique tranquila, ministra. Iremos implantar o projeto na Barreira do Inferno e em Alcântara...
Fez uma pausa, olhando em volta, meio incerto:
— Mas... Alcântara ainda é nosso? Bom... qualquer pormenor, mudamos para Fernando de Noronha.
— Questão de ordem, senhor presidente. Teve um ministro aqui que falou “fumaça” e olhou pra mim. Peça desculpa, assim eu saio — e não volto nunca mais! — falou a ministra do Meio Ambiente, completamente contrariada.
Tentando apaziguar o clima, o presidente solicitou que todos mantivessem o foco na reunião e que essas conversinhas paralelas ficassem para a hora do recreio.
É Tudo Um Questão de Meritocracia
O diretor do projeto — “Brasil vai à Lua, mas volta já” — levantou uma questão bem interessante:
— E quem vai fazer a seleção da tripulação do Caçamba I? — nome dado para mostrar que era um projeto raiz, cem por cento nacional... ou quase.
A resposta veio de imediato:
— O primo do ministro Tibúrcio mexe com isso. Vamos fazer aquele procedimento e deixa com ele.
— Acho melhor deixar com o MEC. Já temos anos de experiência na elaboração de provas do Enem, e elaborar umas questões pra ver as qualificações dos candidatos é fichinha — falou o ministro da Educação.
— Como assim? Peço vênia, excelência! O sobrinho do ministro Tibúrcio é do partido, gente nossa, e qualificado pra elaborar um arcabouço capaz de apontar os melhores. Foi ele que fez a seleção do pessoal do INSS e dos Correios — argumentou ministro da Igualdade Social.
— Se for por parentesco, eu também tenho um que pode tocar esse serviço: o Silvinho, filho do Alberto, que foi goleiro do XV de Jaú — falou o ministro dos Esportes.
Como essa escolha não ia ser consensual, resolveram colocar os nomes dos indicados dentro de uma urna — vixe, perdão! — saco, e sortear o sortudo.
Nesse ínterim, a ministra do meio ambiente pede a palavra:
— Bem, como ainda não recebi o pedido de desculpas, vou me retirar da reunião.
Houve um silêncio sepulcral deixando extremamente claro que: quem cala consente. E a reunião prosseguiu normalmente.
O ministro da Ciência e Tecnologia mostrou sua preocupação ao levantar um pequeno questionamento:
— Caros colegas, estamos discutindo filigranas, e o mais importante ainda não abrimos discussão: quem vai construir o Caçamba I? Porque a última vez que o país construiu algo no chão de fábrica foi o Fusquinha do Itamar Franco. Será que conseguiremos, ou serviremos de memes nas redes sociais e piadinhas para os pseudos jornalistas?
Sua colocação é deverasmente válida. Porém, sem querer lhe interromper — e já lhe interrompendo — caso o projeto dê com os burros n’água, colocamos a culpa nos outros. Temos uma cadernetinha cheia de possibilidades.
Contudo, confio muito na capacidade do Silvinho, jovem extremamente inteligente e dedicado, para somar a nós suas habilidades nesse revolucionário projeto.
— Lembra daquele meu Galaxy 68? Ele pegou e deixou zero. Até a buzina funcionava!
Falou o ministro dos Transportes, sendo alertado que um foguete não ia precisar de buzina...
— Talvez uma sirene caísse melhor — argumentou o responsável pela Saúde.
O ministro das Relações Exteriores pediu a palavra:
— Temos que ter muita cautela sobre esse assunto. Se aquele país que se diz amigo — mas não é tão amigo assim — pensar que estamos construindo um artefato atômico para atingir a Casa... vocês sabem a cor... o que faremos?
— Ora, caro ministro, é muito simples. Você mente e joga a culpa pros outros.
Diz que foi o Milei que mandou ou abre, solenemente, uma cortina de fumaça — e estamos conversados. Não vamos perder tempo com detalhes bobos.
Agora temos que definir os recursos, as parcerias, quem vai custear esse maravilhoso projeto que entrará para a história deste país.
Eu tenho os meus contatos — na verdade, todos aqui têm os seus — mas, pra sair da mesmice, vamos procurar alguém de vasta cabeleira.
Vai que muda o padrão, né? — falou o Presidente, enquanto se deslocava até a janela da sala.
— Presidente, posso lhe sugerir que formemos comissões e subcomissões para a implantação do projeto?
— Sim, prezada ministra do Planejamento. Mas a semana está terminando, já estamos na quarta-feira... Voltaremos na próxima semana, quando eu retornar da viagem ao Zimbábue, onde firmaremos vários acordos comerciais.
Pequenas Empresas, Grandes Negócios
Voltando para suas bases, cada excelência tratou de dar andamento ao projeto. O responsável pela pasta dos Esportes chama o Silvinho para alinhar os detalhes.
— Silvinho, o que você anda fazendo?
— Atualmente estou reformando o motor de um Corcel II. Por quê?
— Tenho um serviço grande, com muito dinheiro envolvido. Coisa importante...
E lembrei de você. É coisa oficial, tudo dentro da normalidade.
Silvinho passa a mão nos cabelos, olha pros lados, vai até a porta da oficina ver se tem alguém suspeito por perto — e aceita escutar a proposta.
— Mas... um foguete?! Foguete, foguete mesmo?... Desses que sobe mais do que avião? — pergunta preocupado o mecânico, prestes a ser promovido a engenheiro aeronáutico.
E o ministro, inflando o ego do futuro engenheiro, vai desfilando elogios ao rapaz:
— Silvinho, se eu tô aqui te chamando pra fazer um foguete, é porque eu conheço sua capacidade.
Sabe aquele Galaxy 68 que você reformou? Até hoje tá buzinando.
Fazer um transporte desses é mais fácil que carro, que tem que passar na vistoria do Detran e ainda seguir norma ambiental. Foguete não.
Você coloca três cadeiras, cintos de segurança bem reforçados, não precisa de caixa de marcha, direção nem diferencial — e o resto do espaço é só tanque de combustível e um local pra colocar os explosivos.
Porém, sem querer me meter no seu trabalho... o tanque pode ser um pouquinho maior que o do Galaxy.
Silvinho olha para o Corcel II, como se estivesse medindo o espaço da oficina, e constatando a limitação do espaço esclarece a dúvida com o representante do governo:
— Mas como vou construir aqui se mal cabe um Corcel?
— Você vai construindo por módulos. Primeiro a cápsula, como o próprio nome diz, é um espaço bem pequeno só dá mesmo os três acentos e um extintor dos pequenos. Os outros módulos serão construídos em um amplo galpão que vamos inaugurar em breve.
— Agora vamos ao faz-me rir... Por esse serviço, vamos te pagar três salários por mês e, na entrega do foguete — depois do lançamento — cai um Pix na sua conta de vinte mil...
Isso mesmo, Silvinho. Vinte mil reais.
E vê se não sai gastando por conta.
Dois dias depois, todos os políticos, ao abrirem O Alcaguete, se deparam com a manchete:
Brasil Rumo ao Espaço.
Segundo informou o engenheiro aeronáutico Dr. Sílvio Navarro, o Brasil inicia a construção do Caçamba I ainda neste mês:
— É só terminar o Corcel II que vamos tocar o foguete... — afirmou Dr. Sílvio, durante a coletiva.
A notícia caiu como uma bomba.
A oposição criticando, e a situação aplaudindo o avanço tecnológico da indústria aeronáutica brasileira.
E Silvinho, de ressaca, arrependido de ter falado — porém com duzentos mil motivos para festejar.
Uma reunião se fazia necessária, devido à crise instalada pelo vazamento do projeto espacial.
O Presidente, muito irritado com o desempenho dos seus ministros, abre a reunião:
— Gente, quando eu chamei vocês pra ser ministros, era na intenção de formar um time. Todo mundo junto, igual corda de caranguejo...
Mas o negócio foi crescendo e, por exemplo, aquele senhor de branco — eu não sei nem de qual ministério ele é?
— Senhor, esse é o Nonato. Nosso garçom. — falou o ajudante de ordem.
O ministro das Comunicações achou por bem embarcar na ideia:
— Já que a mídia está comentando e, antes que alguma lave bata recordes, vamos assumir a criança. Vamos concordar e afirmar que o Brasil vai firme pra lua e que o Caçamba I será apenas o pontapé inicial.
O ministro dos Esportes adorou as colocações e juntou voz ao argumento, já com medo de ter que devolver a Ferrari zero que comprou por conta.
— Já temos os nomes dos nossos astronautas? — perguntou o ministro do Trabalho.
— Sim, temos: como representante da minoria, a Marlene, o Etelvino e o Carlos Wanderley.
— Mas são qualificados para ir à lua? — perguntou ele.
— Agora, agora mesmo, não. A Marlene está acima do peso, porém todos os outros pré-requisitos são atendidos. O Etelvino, assim que passar pelo período de abstinência. E o Carlos Wanderley, quando o seu psiquiatra afirmar o fim da claustrofobia. — Relatou o sobrinho do Tibúrcio, responsável pela seleção.
O ministro das Comunicações abriu um tema para debate:
— E se a gente colocar fotos dos astronautas em outdoor por todo o país? Uma foto bem marcante: os três vestidos a caráter e, atrás, um foguete sendo lançado — ou um foguete baixando na Lua e São Jorge aplaudindo. O que vocês acham?
— Maravilha! Vai ficar muito bom. Podemos usar os dois temas, apenas ajustando detalhes como: tira o São Jorge e coloca o Presidente montado no cavalo, tendo aos seus pés um dragão na coleira. Que tal?
— Ótimo. Vamos passar essas ideias para o Maurício da publicidade. Ele já conhece os procedimentos.
Durante os três anos seguintes, as atividades dos astronautas foram intensas — e a criatividade brasileira também.
Para adaptá-los à força “G”, trouxeram do parque São Luiz um carrossel e, substituindo os cavalinhos pelos assentos de um antigo caça Xavante, deixavam os astronautas girando na velocidade máxima. Para acordá-los, jogavam um balde de água salgada — já para irem se acostumando com o pouso em algum ponto do vasto oceano Atlântico.
Os exames médicos eram feitos regularmente — e até vacina antirrábica foi ministrada nos tripulantes. Afinal, ninguém podia prever a reação do cavalo de São Jorge ao ver seu espaço ocupado por estranhos.
Já na oficina do Silvinho, a cápsula do Caçamba I ia tomando forma. Contudo, na última inspeção trimestral, alguns ajustes foram necessários: a retirada dos limpadores de para-brisa, dos retrovisores externos e das alças “PQP” foram apontados no relatório. Também foi sugerida a colocação de um freio de mão e de um suporte para papel higiênico.
O local para a construção do galpão dos outros módulos foi vistoriado e aprovado. Seria na Arena Amazônia, construída para a Copa do Mundo de 2014 e perfeitamente adequada para essa nova finalidade.
Na Arena, imensos containers começaram a chegar, e barracas foram montadas para acomodar o engenheiro aeronáutico Dr. Sílvio Navarro e sua equipe — formada por três ajudantes e um soldador — tudo para completar a construção do foguete Caçamba I.
Quando a cápsula ficou pronta, uma grande operação foi montada, a começar pela escolha da transportadora.
— De Jacarepaguá até o porto do Rio vai no 1113 do Arlindo. Depois despachamos por mar até Manaus. Tudo isso com muita pompa e festa — falou o ministro dos Transportes, enquanto passava o número do celular do Arlindo para o ajudante de ordem.
No dia da transferência da cápsula da oficina do Silvinho até o cais do porto, formou-se um mar de gente. Na rua e nas adjacências da oficina, um policiamento ostensivo assegurava a integridade do transporte lunar.
A multidão aplaudia euforicamente quando a cápsula foi colocada no Mercedes 1113 do Arlindo. Embora envolta em jornais, sua silhueta mostrava grande semelhança com uma Kombi serrada ao meio, tendo, em uma das extremidades, o formato de pirâmide.
A Montagem e o Lançamento do Caçamba I
Perguntado sobre a aparência da cápsula, o Dr. Sílvio respondeu:
— É tudo uma questão de aerodinâmica. Simplesmente isso...
Depois de 17 dias de viagem marítima e fluvial, chega triunfalmente ao porto a cápsula do Caçamba I. Manaus parou para assistir ao desembarque e, com muitos discursos, aplausos e um foguetório maior que o do Círio de Nazaré, o equipamento foi embarcado sob pesada escolta para a Arena da Amazônia, agora rebatizada como Arena do Foguete — ou, simplesmente, O Caçambão.
Ao vistoriar o produto recebido, sob os olhares atentos de todos, Dr. Sílvio chama o soldador e lhe mostra vários pontos atingidos pela maresia durante o percurso marítimo, solicitando reparos e soldas reforçadas:
— Berg, faz esses reparos aqui e depois passa uma mão de massa corrida, igual você fez na geladeira do Natanael... lembra? — orientou o engenheiro astronáutico Dr. Sílvio.
Indagado por um repórter de um canal de televisão internacional sobre esses ajustes, Silvinho respondeu com naturalidade:
— São procedimentos modernos, que visam à aerodinâmica. Isso vem sendo desenvolvido desde o tempo do Aero Willys.
Com o passar dos dias, e a divulgação mundial do projeto espacial brasileiro, o suposto engenheiro aeronáutico Dr. Sílvio também ia ficando badalado pelo mundo afora.
As solicitações de entrevistas, podcasts e documentários em canais de televisão fechada se acumulavam. Até que, certo dia, uma ligação da NASA despertaram em Silvinho a certeza de que seu papel nesse programa era tão importante quanto o próprio programa espacial.
Caminhando no seu container transformado em escritório, enquanto se servia de um cafezinho, ouviu do Berg, seu soldador, uma observação que despertou suas ideias:
— Doutor, se não fosse você, esse negócio não andava.
Foi o suficiente para ele passar a noite traçando um plano que mudaria sua vida.
Por volta das dez da manhã, ele telefona para o Ministério dos Esportes e pede para falar com o ministro:
— Alô, gostaria de falar com o ministro... É o Dr. Sílvio.
Após alguns minutos, a secretária responde:
— Silvinho, o ministro está muito ocupado. Depois te liga.
— Tudo bem, era só pra avisar que eu vou dar uma entrevista hoje pros americanos. — Falou Silvinho e desligou.
Quase no mesmo instante, seu celular toca:
— Fala, Ministro.
— Por que não posso? Eles me deram cento e cinquenta mil motivos.
— Claro que é em dólar.
— Falo nada disso não, pode ficar calmo. Agora, pra garantir que eu não me esqueça, me manda oitenta mil motivos.
— Outra coisa, já ia esquecendo. O Sílvio Júnior adorou sua Ferrari. Deixa ela na garagem da sua casa em Angra. Tô pensando em passar o feriadão com a família lá.
— Certo, pode ficar tranquilo que “tamo junto”.
Os trabalhos no foguete andavam a toque de caixa. Dois enormes tanques foram soldados, unindo a cápsula ao resto do transporte. Neles, foram alternados pólvora, etanol e gás butano — uma de pólvora, duas de etanol e uma de butano, segundo os cálculos do engenheiro aeronáutico Dr. Sílvio.
Na sua coletiva diária, agora com o foguete erguido no centro da outrora Arena Amazonas, o engenheiro explica o andamento do projeto:
— Como vocês podem ver, o nosso Caçamba I está aí, quase pronto. Falta apenas uma d’mão e os adesivos promocionais.
Respondendo sobre o tipo de combustível utilizado:
— É um sistema seguro, que tem como finalidade a aerodinâmica.
Um representante da Reuters pergunta:
— E esses andaimes?
— Bom, os andaimes vão ficar até a ignição do Caçamba I. Na explosão da subida, eles serão incinerados, tornando o motor híbrido: a álcool e a lenha. É tudo uma mera questão de aerodinâmica.
Aguarde o lançamento do Caçamba I — a continuação dessa aventura está chegando!
Luciano Veiga Fernandes
Enviado por Luciano Veiga Fernandes em 18/06/2025
Alterado em 14/11/2025